sábado, 18 de maio de 2013

Meu sangue




Meu sangue

Estava no muro das lamentações
Lamentava minha vida
Invadiam minha vida

Preso no sangue eterno
Tenho pão e vinho apenas para comer
Bebia meu sangue quando achava que era um vampiro

Lamentava demais meu passado
Tinha doenças imortais
Minha alma estava doente
Vendiam meu sangue no mercado negro

O vírus se espalhou
A rameira me olhou
A triste chorou
Ela me deu um abraço
Ela é linda
Ela cultiva flores no meu quintal

A moça da aldeia é gente boa,
mas gosta de plantas com espinhos
Eu nasci no deserto
A moça da aldeia me deu um
cacto para eu dar de presente a minha mãe.

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